Planejar o que fazer no Dia dos Pais pode ir muito além do almoço em casa. Experiências de passeio em uma nova cidade, uma trilha leve ou uma visita a um museu, transformam esse segundo domingo de agosto em momentos que ficam na memória.
Segundo pesquisa do Datafolha (2023), 62% dos brasileiros preferem presentear com experiências em vez de objetos, e viagens de curta distância lideram as escolhas para datas especiais.
Em suma, este guia reúne opções práticas de atividades em sete cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, com foco em roteiros que duram um dia inteiro ou meio período.
Você encontra sugestões que combinam ar livre, cultura, gastronomia e conversas sem pressa, tudo pensado para aproveitar essa data com quem faz parte da sua trajetória familiar.
Como montar uma programação de o que fazer no dia dos pais?
Um modelo funcional começa com saída de casa pela manhã, deslocamento até um parque, um bairro cultural ou um centro histórico, e retorno ao fim da tarde. Assim, você aproveita a luz natural, evita trânsito pesado no retorno e garante tempo para conversas no percurso.
Ou seja, vale a pena encaixar uma parada estratégica para almoçar com calma, de preferência em restaurante com mesas ao ar livre ou vista interessante. Além disso, reservar 30 minutos de folga entre uma atividade e outra evita que o roteiro vire maratona e abre espaço para imprevistos.
A viagem entre cidades próximas leva de 1h30 a 4h — tempo perfeito para conversar no caminho e chegar descansado. Consulte a viação para confirmar se a linha tem paradas na rodoviária mais conveniente para o seu roteiro.
O que fazer no Dia dos Pais em cada cidade?
Cada cidade tem sua vocação de passeio, mas todas compartilham um ponto em comum: existem lugares que valem a visita mesmo quando você já conhece a metrópole. As sugestões abaixo priorizam atividades práticas, com acesso fácil por transporte público ou caminhada curta a partir da rodoviária.
São Paulo
Parque Ibirapuera
O Parque Ibirapuera concentra opções para todos os perfis: trilhas ao redor dos lagos, Museu de Arte Moderna e o pavilhão da Bienal, com exposições temporárias quase sempre gratuitas. Dica esperta: entre pelo Portão 3 para chegar direto ao MAM e fugir da galera.
Um passeio completo pelo parque leva de 2 a 3 horas, com paradas para sentar e conversar. A Gontijo oferece linhas regulares com destino à rodoviária do Tietê, de onde você pega metrô direto até o parque em 20 minutos.
Mercado Municipal
Outra experiência típica da capital é o Mercado Municipal. Lá, além do famoso sanduíche de mortadela, você encontra bancas de frutas, queijos e tempeiros que rendem conversas sobre memórias de infância e receitas de avó. O ideal é chegar antes das 11h, quando o movimento está controlado.
De lá, o centro histórico fica a poucos passos: Pátio do Colégio, Catedral da Sé e ruas que contam a história da fundação da cidade. O percurso a pé leva cerca de 1h30 e combina arquitetura, história e comida de verdade.
Região de Moema e Vila Olímpia
Para quem prefere fugir da região central, bairros como Moema e Vila Olímpia, próximos a terminais de ônibus, oferecem ambiente mais tranquilo com parques menores, bares e cafés que fecham bem o dia com chope e petiscos sem correria.
Rio de Janeiro
Bondinho do Pão de Açúcar
O bondinho do Pão de Açúcar é o passeio clássico do Rio, mas vale a pena combinar com uma caminhada pelo bairro da Urca antes de subir. A orla é plana, ventilada e tem quiosques com mesas de frente para a Baía de Guanabara. O roteiro completo — caminhada + bondinho + lanche — leva cerca de 4 horas e deixa espaço para explorar o final da tarde em outra região.
A 1001 conecta várias cidades do interior fluminense ao Rio com saídas frequentes, desembarcando na rodoviária Novo Rio, de onde você pega ônibus ou metrô até a Urca em 30 minutos.
Praça Mauá e Porto Maravilha
A Praça Mauá, no Porto Maravilha, reúne o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o AquaRio, maior aquário marinho da América do Sul. O entorno foi revitalizado nos últimos anos, com ciclovias, food trucks e vista para a Baía.
É uma área que combina cultura, gastronomia e paisagem urbana renovada, ideal para quem gosta de misturar atividades sem deslocamentos longos. A visita completa aos três pontos leva de 5 a 6 horas, com paradas estratégicas para descanso.
Floresta da Tijuca
Se o foco for ar livre, a Floresta da Tijuca oferece trilhas leves como a da Cachoeira das Almas, com 1,5 km de percurso e dificuldade baixa. O acesso de carro ou transporte por aplicativo é mais prático, mas a recompensa vale o esforço: água fresca, sombra de mata atlântica e um cenário que foge completamente da praia.
Curitiba
Jardim Botânico
O Jardim Botânico é o cartão-postal mais fotogênico da capital paranaense. Além da estufa de vidro e dos jardins geométricos, o parque tem trilhas curtas pela mata nativa e um museu botânico com acervo educativo. A visita leva de 1h30 a 2h e pode ser combinada com o Bosque Alemão ou o Parque Barigui, ambos a menos de 30 minutos de distância por transporte público.
A Pluma opera linhas entre São Paulo e Curitiba com categoria leito, oferecendo oportunidade de viagem confortável para quem quer aproveitar o destino descansado.
Centro histórico
O centro histórico, com a Praça Tiradentes, o Marco Zero e o Largo da Ordem, concentra feiras de artesanato aos finais de semana e bares que servem barreado, prato típico do litoral paranaense. A arquitetura preservada e as galerias de arte independentes rendem conversas sobre urbanismo e história local.
O percurso a pé por toda a área leva cerca de 2 horas, com pausas para fotografar e entrar nas lojinhas. Para fechar o dia, a linha turismo — ônibus panorâmico que passa por mais de 20 pontos turísticos — oferece a chance de sentar, relaxar e ver a cidade sem cansaço.
Salvador
Pelourinho
O Pelourinho é parada obrigatória, mas vale a pena ir além das ladeiras principais. Ruas como a do Carmo e a Rua Gregório de Matos têm menos movimento e mais ateliês de artistas locais. A visita pode incluir o Museu Afro-Brasileiro e o Elevador Lacerda, que conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa em menos de um minuto.
O final da tarde no Pelourinho tem luz perfeita para fotos e apresentações de músicos de rua. A Águia Branca oferece linhas regulares entre Salvador e cidades do interior baiano, com saídas pela manhã e retorno no fim do domingo.
Ribeira
A Ribeira, bairro histórico na orla de Todos os Santos, oferece experiência mais tranquila. O Forte de Monte Serrat, construído no século XVII, tem vista panorâmica da Baía e entrada gratuita. A caminhada pela orla da Ribeira dura cerca de 40 minutos e passa por casarões coloridos, bares de esquina e pequenas praças.
É um roteiro menos turístico, mas igualmente rico em história. Se o interesse for culinária, os acarajés da Dinha, no Rio Vermelho, são referência nacional. O bairro tem praças arborizadas, bares com música ao vivo e acesso fácil por ônibus a partir da rodoviária.
Recife
Recife Antigo
O Recife Antigo concentra museus, o Marco Zero e o Paço Alfândega Shopping, tudo a poucos minutos de caminhada. A Torre Malakoff, antiga torre de observação do porto, virou centro cultural com exposições gratuitas e vista para o Capibaribe. A travessia de catamarã até Olinda sai do cais próximo ao Marco Zero e leva 30 minutos, oferecendo perspectiva diferente da arquitetura colonial.
Olinda
Olinda, vizinha de Recife, tem ladeiras que exigem fôlego, mas recompensam com ateliês, igrejas barrocas e mirantes naturais. O Alto da Sé é o ponto mais alto e dá vista completa de Recife ao fundo. A cidade respira cultura, e cada esquina tem bares com música nordestina ao vivo.
O percurso completo pelas principais ruas leva de 3 a 4 horas, com paradas estratégicas para descansar e conversar. A Progresso conecta Recife a cidades próximas com saídas frequentes aos domingos.
Oficina Brennand
A Oficina Brennand, no bairro da Várzea, é museu a céu aberto com esculturas em cerâmica, jardins e uma capela decorada com azulejos autorais. A entrada custa preço médio a partir de R$ 25 (sujeito a alterações), e o passeio dura cerca de 2 horas.
O local fica um pouco afastado do centro, mas o trajeto de táxi ou transporte por aplicativo vale a pena para quem gosta de arte e espaços únicos.
Belo Horizonte
Praça da Liberdade
A Praça da Liberdade reúne museus, palacetes históricos e a Biblioteca Pública Estadual, todos com arquitetura marcante e entrada gratuita ou de baixo custo. O Circuito Liberdade inclui o Memorial Minas Gerais Vale, o Museu das Minas e do Metal e o Espaço do Conhecimento UFMG, que oferece planetário com sessões regulares.
O percurso completo pelo circuito leva cerca de 4 horas, com opções para todos os perfis de interesse. A Gontijo opera linhas frequentes entre São Paulo e Belo Horizonte, com saídas matinais que chegam a tempo para o almoço.
Mercado Central
O Mercado Central é parada clássica para quem gosta de gastronomia mineira: queijos, doces de leite, cachaças artesanais e bares que servem petiscos direto do balcão. O ambiente é descontraído, e as conversas sobre origem dos produtos rendem histórias interessantes.
A visita ao mercado pode durar de 1 a 2 horas, dependendo do apetite e da curiosidade. Combinado com o almoço em um dos bares internos, fecha bem a manhã antes de seguir para outra atração.
Parque Municipal e Pampulha
Para quem busca ar livre, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no centro, tem lagos, trilhas e uma área de contemplação que funciona como respiro verde em meio à cidade. Outra opção é a Lagoa da Pampulha, com a Igreja de São Francisco de Assis projetada por Niemeyer, o Museu de Arte e a Casa do Baile.
O trajeto de ônibus até a Pampulha leva cerca de 40 minutos a partir da rodoviária. O passeio completo pela orla rende 3 a 4 horas, com paradas para fotos e descanso à sombra.
Porto Alegre
Parque Farroupilha
O Parque Farroupilha, conhecido como Redenção, concentra quadras de esportes, lagos e um anfiteatro com programação cultural aos finais de semana. Aos domingos, o Brique da Redenção toma conta das ruas ao redor, com barracas de antiguidades, discos de vinil e artesanato.
O passeio pelo parque e pelo brique leva de 2 a 3 horas, e pode ser combinado com um churrasco em um dos restaurantes próximos. A Unesul conecta cidades do interior gaúcho a Porto Alegre, com saídas pela manhã.
Mercado Público
O Mercado Público de Porto Alegre é outro ponto que mistura tradição e gastronomia. Lá dentro você encontra bancas de erva-mate, queijos coloniais, salames e bares que servem desde caldo de peixe até cerveja artesanal. O ambiente é caloroso, e a conversa com os comerciantes rendem dicas sobre a cultura gaúcha.
A visita dura cerca de 1h30, com tempo para sentar e provar os produtos. Combinado com uma caminhada pelo centro histórico, rende programação completa de manhã ou tarde.
Gasômetro
Para fechar o roteiro, o Gasômetro — antiga usina termelétrica transformada em centro cultural — tem vista privilegiada para o pôr do sol no Guaíba. A entrada é gratuita, e o espaço abriga exposições, shows e feiras sazonais. É um lugar que convida a sentar, observar a paisagem e conversar sobre o dia sem pressa.
FAQ
O que fazer de diferente no Dia dos Pais?
Monte um roteiro de passeio fora de casa, como visita a um museu temático, trilha leve em parque urbano ou tour pelo centro histórico da cidade. A ideia é transformar a data em experiência que cria histórias, não apenas almoço formal. Escolha um destino acessível de ônibus e dedique o dia inteiro para curtir com calma.
Como surpreender o pai no Dia dos Pais?
Saia da rotina e organize uma programação que envolva deslocamento até outra cidade ou bairro que ele não conheça bem. Reserve passagem de ônibus com antecedência, escolha um lugar com atividades variadas — como o Porto Maravilha no Rio ou o Jardim Botânico em Curitiba — e deixe o roteiro flexível para encaixar paradas espontâneas. A surpresa está em criar oportunidade de viver algo novo juntos.
Qual o melhor horário para sair no Dia dos Pais?
Sair pela manhã, entre 7h e 9h, garante aproveitar o dia inteiro e evitar horários de pico no transporte público. Chegando cedo ao destino, você consegue fazer mais de uma atividade com calma e ainda voltar antes do anoitecer. Viações como a Cometa e a 1001 têm saídas matinais frequentes nos finais de semana.
Vale a pena viajar de ônibus no Dia dos Pais?
Vale muito, especialmente para destinos próximos. A viagem vira parte da experiência: tempo para conversar, observar a paisagem e chegar descansado. Linhas que conectam capitais vizinhas levam de 1h30 a 4h, o que cabe perfeitamente em uma programação de dia inteiro. Além disso, você evita o estresse de dirigir e pode curtir o caminho.
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